sábado, 4 de outubro de 2014

Dad

My dad has 91 years old. Today, at morning, he was basking in the sun and it was very windy. 



Me: Dad, do you want come in? The wind is very cold...

Dad: No. Thanks, daughter! The wind passes. The sun is always here. 










Love him so much!!!!



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

The words that I would like to tell you



In the morning, in a sunny day, flowers with dew drops in my garden, you called and asking me why didn´t I write about you anymore. 


I usually write about what is within me, what I feel.


And…  You are not fuck, fuck, fuck living here anymore.
  




The end. 


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

When I was a child...



When I was a child, in my vacations in my grandfather´s farm,  I thought that milk came from white cows;  chocolate milk came from brown cows; latté came from black and white cows and  coffee came from the coffee´s tree.



When I was a child I never understood how a rabbit can give us chocolate eggs on Easter. More I wondered, my mom couldn´t answer me. Because of this, Easter rabbit were a bad guy for me. Involved in a halo of mystery. Not cute!



When I was a child I thought that if I ate fruit´s seed, a tree would grow up in my belly.



When I was a child, I thought if I ate bubble gum I would die. One day, for an accident, I did it. I ate it. And nothing happened. Another day I ate five bubble gums and I almost died.



When I was a child I thought that if I kept digging a hole I would reach to Japan.



When I was a child I thought that my dollies were my sisters… until I had one in flesh and blood and I turned her into my dolly.





Everything had different color and smell. And the same happiness today.


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Jardim Morto

Amo muito este texto!
Não dá para explicar a maneira que ele foi importante para mim.


JARDIM MORTO

Cai chuvosa a manhã sobre o jardim... No final duma ladeira lamosa e junto de uma cruz, verde e negra de umidade, está a porta de madeira carcomida que dá entrada ao recinto abandonado. Mais a frente há uma ponte de pedra cinzenta e na distância brumosa, uma montanha nevada. No fundo do vale e entre penhas corre o rio manso cantarolando sua velha canção.

Em um nicho negro que há junto da porta, dois velhos com capas rasgadas aquecem-se ao lume de uns tições mal acesos... O interior do recinto é angustiante e desolado. A chuva acentua mais esta impressão. Escorrega-se com facilidade. No chão, há grandes troncos mortos... As paredes, altas e amareladas, estão cruzadas de gretas enormes, pelas quais saem lagartixas que passeiam formando com seus corpos, arabescos indecifráveis. No fundo há um resto de claustro, com heras e flores secas, com as colunas inclinadas. Nas fendas das pedras desmoronadas há flores amarelas cheias de gotas de chuva; no chão há charcos de umidade entre as ervas...

Não restam mais do que as altas paredes onde houve claustros soberbos que viram procissões com custódias de ouro entre a magnífica seriedade dos tapetes...

Uma coluna ruiu sobre a fonte, e ao celebrar suas bodas de pedra, o musgo amoroso cobriu-as com seus finos mantos. Pelos vazios de um capitel horizontal assomam ervas miúdas de verde luminoso.

As plantas se abraçam umas com outras, a hera cobre as velhas colunas que ainda se tem em pé, a água que transborda da fonte lambe o solo de pedra que há em seu redor e depois se entrega à terra, que a bebe com repugnância... A restante se perde por um buraco negro, que a bebe com avidez.

Há cortinas pesadas de teias de aranha, as samambaias cobrem os bancos de pedra... Se ouve um contínuo gotejar..., é a água que chora as tristezas de nosso jardim. Nada há de novo no recinto..., até a água é sempre a mesma... penetra pelo solo e volta a sair pelo rosto do adorno da fonte.

Não se pode andar porque as trepadeiras se emaranham nos pés..., é como se o gênio oculto do jardim, quisesse reter algo vivo entre tanta desolação e morte... Atrás do resto de claustro há um jazigo. Os sepulcros desapareceram.., só entre a penumbra e as teias de aranha, umas letras borradas falam uma inscrição em latim... Não se distinguem mais do que duas palavras, uma que diz Requiescit e outra Mortuos...

A chuva aumenta e cai sobre o jardim produzindo ruído surdo e apagado... Umas folhas grandes estremecem suavemente e entre elas assoma com sua cabeça achatada um grande lagarto..., que sai correndo a esconder-se entre umas pedras. Deixa a cauda de fora e depois se introduz de todo... As ervas que o peso do lagarto inclinou voltam preguiçosamente a ocupar sua primitiva posição... Com o vento, todas as flores amarelas tremem e se sacodem da água que tem entre suas pétalas... Há caramujos pregados aos muros... O tempo foi desapiedado para com este jardim; secou seus rosais e cinamomos e, em troca, deu vida a plantas traiçoeiras e mal olentes...




Não pára a chuva de cair.


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Federico García Lorca 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Medo / Miedos...

 Cada um com o seu. // Cada quien con el suyo.




Ela: Tenho medo da mudança. 

Eu: Meu medo é de que nada mude. 


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Ella: Les tengo miedo a los cambios.

Yo: Mi miedo es de que nada cambie. 









sábado, 30 de agosto de 2014

Diálogos Alheios

No ônibus hoje:



Ela: Encontrei com seu ex namorado outro dia. Falei com ele que ele estava sumido e ele disse que depois vai aparecer por aqui...


Amiga: Exu!!! Tem que continuar nos quintos dos infernos que é o lugar dele.


Ela: Amiga... Ele estava num BAR.




Do que ainda não tenho



Ele traz vida aos dias que não querem existir.

O abraço dele é o melhor lugar do mundo para ficar.

O sorriso dele é arco íris do dia cinza.

A voz dele é alento para alma. 

A presença dele aqui é promessa de dias melhores.



A ausência dele... é somente eu vivendo para mim mesma. 
















Lacan

 "Você entendeu a teoria de Lacan: As fantasias precisam ser irrealistas porque no momento, no instante em que vocês tiverem o que proc...