terça-feira, 29 de setembro de 2015

Por que a gente chora?



Porque as dores do mundo nos doem muito. 


Porque não dá para descrever a dor mais doída do mundo.


Porque a gente chora de impotência.


Porque às vezes a tristeza cresce demais e transborda pelos olhos.


Porque às vezes a angústia aperta o coração e dói. E porque dói a gente chora.


Porque a gente tem medo. E tem medo de não dar conta. 


Porque às vezes a gente fica forte durante muito tempo. E a gente percebe que precisa de mais forças por mais tempo. Então a gente chora. Para não sucumbir ao desespero.


Porque a gente vai guardando gota a gota e um dia vem cachoeira nos olhos.



  


"Porque viver é perigoso, Seu Moço." (Guimarães Rosa)



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Chega mais







Queria ser como a Primavera.

Ela chega e nos enche de flores todos os anos. 

Não se importa se estamos felizes ou tristes. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Barraco na padaria



Definitivamente deveria ficar na cama até mais tarde. Inclusive durante a semana.

Deus!!! Me faça rica!!

Cheguei em cima da hora hoje no trabalho e como meus biscoitos haviam acabado, desci na padaria para comprar um pãozinho para mim. 

Desci a rua correndo porque já estava meio atrasada. Gente, chegando lá, a padaria estava cheia de gente. Fila para atendimento, fila para pesar pão, fila para pagar.... Oh arrependimento! 

Quando eu já estava na fila para pagar, depois de uns  7 minutos na fila, um rapaz chegou e começou a conversar com dois rapazes que estavam na minha frente. Até aí, tudo bem. 

A fila foi andando e ele foi acompanhando os amigos dele. Quando chegou a vez dos amigos dele ser atendidos, ele foi para o caixa primeiro e falou: “Não cara, vou pagar aqui. O meu é rapidinho!”

Gente... 

Senti uma coisa tomando conta do meu ser e gritei para o rapaz do caixa: 

- Esse aí você não vai atender, não! Mas, não mesmo. Está furando fila. Passou na frente de todos nós. Ficou com desculpa de que estava conversando com estes dois aqui na minha frente e foi para o caixa pagar as coisas dele. 

Já virei para ele:

- Deixa de ser moleque! Sem falar em mal educado! 

O rapaz ficou todo desconcertado, meio que gaguejando ainda tentando se explicar que estava com pressa, que tinha horário para voltar para a empresa e blá, blá, blá...

- O que te faz pensar que seu tempo é mais importante que o meu? Que o das pessoas que estavam na sua frente? Cretino! Babaca!

Nessa hora, o pessoal atrás de mim,  já comprou a briga e começou a xingá-lo também. Pronto. Barraco armado na padaria às 8h.

Poderia ter ficado quieta e deixá-lo pagar a coisinha dele e ir embora? Sim, poderia. Mas, ando com uma falta de paciência com gente folgada, que acha que os demais existem só por causa dele, e... e... aaaaaaarrrrrgh... Não aguentei ficar calada!

Na volta, passei em frente ao trabalho dele e o “fi de capiroto” estava na rua. Poderia ter ficado calado, quieto, mas não... ele começou a me xingar perto dos amigos dele e que eu pude fazer é gentilmente mostrar meu esmalte cor Tâmara para ele. Mas, só o dedo do meio. 





terça-feira, 22 de setembro de 2015

Menina! Você sumiu? // Menina! Você me procurou onde?



Domingo, 8h30 da manhã e eu na fila do Supermercado(Não. Não consigo dormir até mais tarde nem nos fins de semana. Sim, sou para casar) e atrás de mim estavam duas senhora. Uma delas aparentemente nervosíssima:


- Foi um absurdo, fulana! Meu tio – irmão da minha mãe – ficou internado dois meses e NIN-GUÉM da família dele ligou para a gente para nos avisar. Só quando chegou a noticia da morte dele é que ficamos sabendo também que ele ficou internado dois meses antes de morrer. Você acredita fulana?


Então pensei três coisas:


1º - É domingo pela manhã. Relaxa. 


2º - Ela não está falando com você. Relaxa.


3º - Onde ela estava estes dois meses que não ligou em nenhum momento para o tio ou prima ou qualquer membro da família que pudesse dar alguma notícia do falecido tio?  Por que tudo são as outras pessoas? Qual era a responsabilidade dela nesta história?





Paguei minhas compras e fui embora.




quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Liberdade






Vai então. Te liberto de mim. Fico por aqui(por enquanto).

Até quando EU quiser. 





terça-feira, 15 de setembro de 2015

Tempo do Tempo

Ontem terminei de ler o livro Fazes-me Falta, da Inês Pedrosa. 

Definitivamente tenho que acreditar que há livros que a gente não gosta porque não é o momento certo para lê-lo.

Eu comecei a ler este livro em Maio deste ano. Mas, era um suplício sentir tanta melancolia nas frases dele(do livro). Começava a ler e logo o deixava de lado. Ia ler outra coisa.

Estes dias cinzas dentro de mim favoreceram o entendimento e compreensão do conteúdo dele.

Achei o livro intenso. E muito triste.







segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Muda vida. Mas, mude para melhor.





Não. Não é fácil não reclamar. Mas, prefiro ficar com essa parte para mim. 

Escrever ajuda bastante. 

Não tenho mais medo do Monstro da Página em Branco.  



Os dias têm sido bem difíceis. 

Terceira férias sem viajar. 

Cada dia vendo-o definhar. 

São muitas as questão que rondam a cabeça da gente. Nem sempre entramos em questão de religião. Mas, definitivamente sempre em cunho espiritual. 

Por que ele precisa passar por isso?

Por que nós precisamos passar por isso?

Até quando?

Uma pessoa disse que isso tudo pode estar acontecendo para um crescimento pessoal/humano que muitas outras pessoas gastam muitas vidas para aprender. 

O que sei (até agora) é que o sofrimento não é pouco.

Tentamos levar da maneira mais leve possível. Quando possível. 

Mas o cansaço/exaustão é visível em nossos rostos e alma. 

Um dia de cada vez.



Ilustração: Monica Crema
Fonte: Pinterest