quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

3 anos faz uma puta diferença... rsrsrsrs... Adios.





Eu gosto de escrever sobre você. Para você.



Eu gosto das lembranças que tenho de um tempo que passou, mas que faz de parte de mim. De uma maneira ou outra me ajudou a crescer. Como pessoa.



Eu gosto do seu jeito desajeitado de lidar comigo e com seus próprios sentimentos.



Eu gosto das nossas conversas intermináveis. Intermináveis porque um de nós dois queria sempre ter a última palavra. Um de nós dois queria  sempre ter a razão. E nunca brigamos. No dia seguinte estávamos lá. Enviando mensagem um para o outro.



Eu gosto quando te sinto longe. Também temos necessidade de existir-nos para nós mesmos. Não só para nós dois.



Eu gosto de pensar que você está perto. Aqui do lado. Que posso te ver sempre, embora nem sempre o faça.



Eu gosto de lembrar do seu cheiro. Das coisas que estavam lá. Cada uma em seu lugar e todas juntas faziam um cantinho especial. Cheio de você.



Eu gosto de lembrar dos sabores de cada encontro que tínhamos. Das comidas, das bebidas, dos beijos, das carícias...



Eu gosto de lembrar das músicas que em algum momento foram só nossas.



Eu gosto de lembrar que muitos minutos, horas da sua vida foram passados comigo.



Eu gosto de lembrar que foram muitos os caminhos em que estivemos juntos e separados.



Eu gosto de lembrar das coisas que eu pensava pelos caminhos.



Eu gosto de lembrar que muitas vezes me perdi de mi mesma quando estava contigo.





Eu gosto muito de lembrar e faço de tudo para não esquecer que muitas outras vezes foi em você que eu me encontrei.









Te amo!

3 anos faz muita diferença






Provar que te amo?! Sério?!

Passamos por muitas coisas. Passei por muita coisa.

Estava ao seu lado todas e cada uma das vezes que você precisou(e às vezes você nem me queria perto, rs, rs, rs, rs...).

Escutei coisas que se eu fosse uma pessoa diferente do que sou, neste exato momento, não estaria te escrevendo estas linhas. Estaria longe. Bem longe.

Te dei o que tinha melhor. Sem arrependimentos. Um amor incondicional. Aquele não precisa de permissão para existir. Por si só ele é o bastante.

Todas as vezes que te via desanimado, triste com alguma coisa, mesmo nesse tamanhão todo que você tem, eu queria cobrir o mundo com espumas, para que nada pudesse te ferir.

Queria que o azul do céu, não fosse tão cheio de realidade, mas sim um reflexo do que você sentisse por dentro. Sempre um sonho.

Queria que a sua “busca” fosse suave, mas, sei que você dá valor às conquistas. No fogo da existência, eu queria ser a água. Bálsamo. Mas, também sei que não tenho tanta serenidade.

Muitas vezes estava em lugares e sonhava com a sua presença ali. Queria te ter perto. Queria eternizar cada momento em que estava com você. E de certa maneira eu fiz isso. Na minha memória e agora nestas palavras.

E mesmo querendo tantas coisas, eu nunca quis “ter” você.

Sabia, cada vez que você “dava um tempo”, que não estava sozinho. E minhas madrugadas eram sempre cheias de mim. Minha companhia.

Um dia você resolveu ir embora. E foi. Simples assim. Viveu, amou, sorriu, chorou, VIVEU... Deu seu tempo e recebeu o de alguém. Tem coisa mais bonita que isso? Doar o tempo para aprender. De uma maneira ou de outra. 


Vivemos muitas coisas. Nós temos... eu tenho muita coisa ainda para fazer na minha vida, mas uma delas, não é provar que te amo. Porque desde que te conheci é uma das melhores coisas que sei fazer.



Te amo.



Normalidades



O Natal esse ano foi um dos melhores que eu já passei. Viajei uma semana antes do Natal e não passei pelo stress da agitação destes dias. Comprei presente somente para quem realmente se importa com eles, ou seja, meu sobrinho Bruno de 2 anos e 10 meses. Ninguém mais. 

No almoço de Natal a única coisa de diferente era o peru porque a alegria e confusão eram as mesmas de um almoço comum de um domingo qualquer quando a família toda se reúne. Normal. Até o vinho fez o mesmo efeito das cervejas. 

Nem abraços direito teve, mas todos estavam lá. Como sempre estiveram. 

Normal.

A você

Beijos a você que não precisa trabalhar no dia de hoje. 

Sou sua fã.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal taí.

Bom, é Natal!

Solstício de verão(na verdade acho que deram permissão para o inferno subir à terra. 37º à noite não é normal.).

Então... Feliz tudo de bom para vocês!


O cerveja do dia inteiro já está fazendo efeito.


Beijos. Amo vocês.

Não. Amo nÃO.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

De passagem

A região da rodoviária de Belo Horizonte é cinza, triste como as despedidas indesejadas, tem cheiro de coisa vencida como muita coisa dentro da gente e tem jeito feio de gente com bulço suado. 

Ao redor tem muitas construções velhas abrigando putas e cafetões e cada um em seu canto ancorando dentro de 4 paredes tristezas, conformismo, luxúria, pobreza, falta de opção e pequenas esperanças de que a vida talvez, algum dia "pode" ser melhor que isso. Uma porta e pernas sempre abertas para o próximo que quiser se arriscar entrar.

Há mendigos implorando uma moeda ou cachaça. Há tempos desistiram de querer atenção ou um pouco de alma. 

Tem gente correndo com malas nas mãos e nas costas. Arrastando pelas mãos crianças que estão à beira de um ataque cardíaco pelo esforço de acompanhar os pais que estão atrasados e vão perder o ônibus. Feições tensas nos pais e de desespero nas crianças. "Mãe, quero um doce." "Não dá tempo filho." Alívio para quem chega de taxi e ainda há largueza no relógio para as eternas despedidas. "Vá com Deus!", "Ligue quando chegar.", "Mande um abraço para fulano."

Sorriso feliz de quem só veio olhar.



Afinal, tem muita vida ali.

Fica assim então




Eu escrevo quando estou triste ou alegre. Desapontada ou orgulhosa. Desesperada não. Só consigo chorar. Não que isso vá fazer diferença na minha vida, escrever ou não, ou na vida das outras poucas pessoas que passam por aqui. Transformar em letras meus sentimentos, embora sempre uma maneira meio purinha, sabe? Com um pouco de medo de insultar alguém ou arrumar confusão atoa.

Hoje tenho me notado um tanto quanto  alheia à certas coisas e pessoas. Um torpor digno de uma felicidade anunciada.

Fica assim, então.