quinta-feira, 29 de março de 2012

Dois mundos


Ela: Alô.

Ele: Oi Amor, sou eu.

Ela: Oi Amor. Tudo bem?

Ele: Tudo. E com você?

Ela: Que bom! Tudo bem também.

Ele: Ótimo. Escuta, amanhã à tarde vou ter um tempinho disponível e pensei em passar aí para almoçar com você. Pode ser?

Ela: Claro. Adoraria! 

Ele: Então está combinado.

Ela: Está bem. Aqui... coloca aquela sua camisa que eu adoro.

Ele: Qual?

Ela: Aquela que toda vez que você a veste eu digo que ficou linda em você e que você está um gato com ela.

Ele: ...

Ela: Amor...

Ele: Estou pensando em qual é... vamos fazer assim: Vou colocar uma das que tenho no meu guarda-roupa e amanhã você me diz se é ela. Ok?

Ela: ...

Ele: Amor... 

Ela: Está bem.

Ele: Beijo.

Ela: Beijo.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Vida coorporativa




Não quero falar das bênçãos e "ossos do ofício" em ser Secretária Executiva. Não agora. Mas, sim de algumas situações do mundo coorporativo que, tenho certeza, muitos já passaram por isso e, gente, dá uma vontade louca de sair correndo, gritando, berrando até que um bombeiro forte e bonito do SAMU nos acalme. 

Seguinte... 1º situação:

Você está na sua mesa de trabalho, executando - bem concentrada, vale ressaltar- suas tarefas e de repente, do nada, como uma entidade, aparece alguém na sua frente e então faz a pergunta demoníaca:

- Bom dia Fulana de tal(sim, eles costumam falar nome e sobrenome)!! Lembra de mim?!

Quando alguém me faz esta pergunta tenho uma vontade louca de levantar, cruzar os braços e responder gritando com outra pergunta:

- Por quê eu deveria?!


Queridos anônimos insignificantes da vida coorporativa: NÃO FAÇAM ISSO COM AS PESSOAS! É feio! Papai do céu não gosta disso! Nem a gente. Colocar as pessoas em situação tão difícil não é educado. 

Pelo amor de Deus!

Você faz idéia de quantas pessoas diferentes cruzam nosso caminho profissionalmente TODOS OS DIAS solicitando demanda e/ou atenção?  Além destas pessoas, você faz idéia do volume de trabalho que temos para resolver?! Mais ainda, temos vida fora do trabalho para lembrar-nos de aniversários de primas, primos, irmãos, sobrinhos, amigos; fazer compra, pagar contas, colocar gasolina no carro, levar o bichano para tomar banho, fazer academia... É muita coisa que o cérebro tem para processar do que ficar lembrando-se de alguém que vimos durante 1 minuto, 11 meses atrás. Infelizmente ou felizmente ele(o cérebro) é seletivo e VOCÊ não é uma prioridade.


Piores são os 30 segundos posteriores à pergunta. Passamos este tempo emitindo grunhidos que não são necessariamente uma comunicação:

- Huuuummmmmmmmmmmmm... Ééééééééééééééé... nããããããããããão... ai, ai... noooooooooooooossa...


“Achegue-se” cumprimentando, mas já diga claramente e pausadamente seu nome e sua empresa. Nós não estamos querendo saber a sua árvore genealógica. É só nome e empresa. Certeza que você será lembrado uma próxima vez por esta atitude tão simpática e educada.
 

Ah! Pode trazer flores também. Têm um efeito incrível no cérebro! 

terça-feira, 27 de março de 2012

A diário



Não é bom ficar escrevendo assim, tendo os músculos da fáscia inflamados. É que não é só a dor física que incomoda, o psicológico vira um lixo, dói mais ainda. Tudo é um drama. Tudo é ruim. E quando digo tudo, é TUDO mesmo. A comida, a roupa, o corpo, o cabelo seu e dos outros... Tudo. Se você está com um problema e ele se resolve, uma pessoa normal ficaria super feliz, alegre, dando pulos de alegrias, mas uma pessoa com síndrome miofascial fica triste da mesma maneira de quando o problema fazia parte do dia a dia. 

Não é divertido!

Os dias passam um atrás do outro. Só isso. É só uma sucessão de horas, minutos, momentos. SÓ ISSO. É como se a gente estivesse sempre a beira do caminho da vida e ficasse ali sentado olhando as coisas acontecendo, as pessoas vivendo e a gente ali. Só existindo. Por enquanto. 

Ter sol ou lua não faz diferença. Nada faz diferença. 

Você pode ver a coisa mais fofa da face da Terra e você olha aquilo com tanta indiferença que parece que já viveu isto mil e uma vezes em todas as suas vidas. 

Às vezes um pensamento sombrio passa pela cabeça. Nostalgia, lembranças empoeiradas, sempre o passado triste é o que está presente. Aliás, é na tristeza que eles mais se sentem “bem” porque é mais fácil aceitar que todos estão na mesma energia que a deles, na mesma sintonia que eles, do que tentarem entender como é que os outros se atrevem a ser felizes quando eles não o são. 

As lágrimas são companhia constante. O sono também. A vontade de “apagar” por dias seguidos é freqüente. Comodismo, inércia, preguiça de tudo, dificuldade de fazer qualquer coisa, até de pedir ajuda. 


Uns dias são melhores que outros. Outros insistem em ser os piores de sempre.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Livros lidos

De janeiro a 26 de março de 2012.


- O homem que sabe. Mosé, Viviane.

- Vespeiro. Albergoni, Eder.

- Comer, rezar, amar. Gilbert, Elizabeth.

- Olhai os lírios do campo. Veríssimo, Érico.

- Clarabóia. Saramago, José. (Começando) 




 
Preciso de um namorado. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Efeito




Até àquele momento ela não havia chorado. Mesmo depois de ter passado por tudo aquilo com o avô tão querido. Mesmo depois de tê-lo perdido, na noite anterior em sua companhia. Era ela quem estava lá segurando a mão dele quando ele deixou de viver. Ela não chorou. Mesmo depois de ter abraçado sua mãe, filha dele, quando ela teve que dar a notícia naquela sala fria de hospital. Ela não conseguia chorar.

Mas, depois de estar nos (a)braços daquela mulher que era a mãe do seu melhor amigo, depois de estar naqueles braços que diziam “sinto muito” tão sinceramente, diferente de todos os abraços e palavras socialmente ensaiadas que ela havia recebido naquele dia tão tumultuadamente atípico, só depois de tudo isso é que as lágrimas secas em seus olhos se tornaram nascente.

As duas nunca haviam se visto antes e mesmo assim era como se elas se conhecessem toda uma vida.


Só tinham a certeza de que esse primeiro encontro era só a continuação. 





PS - A la tarde lo publico en español.

terça-feira, 20 de março de 2012

Motivo





Às vezes sinto falta de ter um namorado. Ficar assim quietinha ao lado dele, andar de mãos dadas, ficar abraçadinhos em tardes de domingo no parque, enfim, essas coisas normais e bonitinhas que os casais bonitinhos fazem quando estão apaixonados.

Então, quando vejo uma amiga irritada e reclamando do namorado porque ele não apareceu no sábado na casa dela e conseqüentemente ela não foi àquela festa marcada a 2 meses, que ela tanto queria, (pois ficou esperando o namorado que não atendia ao celular, não atendia o telefone de casa, não retornava as ligações e que só “ressuscitou” no domingo dizendo que não cumpriu com o combinado porque o papagaio da mãe dele havia morrido.), eu agradeço por estar sozinha.



Simplificando:

É melhor estar sozinha e livre do que com um defunto e presa. 



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A veces siento falta de tener un novio. Quedarme quieta, acostada a su lado, caminar de manos dadas por las tarde de domingo en los parques, o sea, estas cosas normales y hermosas que las parejas normales y hermosas suelen hacer en cuando están enamorados.

Pero, en el momento que escucho una amiga nerviosa y quejándose de su novio que no apareció en el sábado en su casa y, consecuentemente, ella no pudo irse a la fiesta que fue marcada desde hace dos meses, que ella tanto tenía ganas de irse, (porque se quedó esperándolo pues no tomaba las llamadas ni tampoco las retornaba y que sólo resucitó en el domingo intentando explicarse que el motivo de haberse cambiado en humo fue porque se había muerto el papagayo de su mamá.), yo agradezco mucho a los cielos por estar sola.



Resumiendo:

Mejor sola y libre que estar con un difunto y en la cárcel. 


sexta-feira, 16 de março de 2012




Por ser o primeiro, a gente tem vontade de colocar todas as palavras do mundo dentro dele. 

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Por ser el primer, da ganas de poner todas las palavras del mundo dentro de él. 

terça-feira, 13 de março de 2012

(Sempre) Minhas amigas



Amiga: Estou um pouco cansada desse mundo...

Eu: Vá viver na lua.

Amiga: Não. Não dá. Já tem uma super população vivendo naquele mundo. 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Despertando





Autor: Angel Estevez



Anos atrás li uma frase que, naquela época para minha auto-estima destruída, buscando explicações complicadas e profundas para o que na realidade era mais simples que respirar, começou a fazer muito sentido.

“As pessoas te machucam somente se você permitir que elas o façam.”

Naquela época. 

Hoje, mais bem estruturada psiquicamente (pelo menos penso que estou), penso em todas as situações que, acreditando nesta frase, deixei passar em branco. “Tudo bem. Sem problemas”, dizia sempre. Para mim era uma prova de maturidade.

Foram muitas destas tais situações que, além da dor e da sensação de ser ferida, do desprezo, da falta de educação dos outros, da ignorância, também me sentia culpada por “ter permitido” que me fizessem isso. 

Coisa idiota. 

As pessoas machucam às outras porque elas são ruins mesmo. Não têem boas intenções. São péssimas consigo mesmas e com os outros. E não é nossa culpa. Não era e não é minha culpa. 

A culpa é delas que não tiveram certeza dos seus sentimentos. Por mais fortes e sinceros que fossem. Não tiveram responsabilidade. Que não tiveram coragem para assumir o que sentiam e preferiram o caminho mais fácil: “Vou continuar daqui sozinho. Ela(e) que se vire para lidar com isso. Ela(e) vai superar.”

Desde que me dei conta dessa insanidade que é aceitar que a culpa é nossa, as pessoas que passam por mim, que de alguma maneira me fazem algum mal, me decepcionam, não saem com a consciência limpa ouvindo de mim: “Tudo bem. Sem problemas”. 

Respondo (de preferência chorando, gritando e com toda a carga de drama que sou capaz): “Não está nada bem. Você me machucou. Está doendo. E você, além de sua covardia, terá de lidar com isso também.

O que acontece depois?

Em geral, o mesmo de sempre. Pelo menos para mim. Sempre supero, arrumo outros amigos, esqueço o que deve ser esquecido e pronto. 

O melhor é que agora também não me sinto culpada pelo que não fiz. Divido a tristeza em suas partes iguais.


E assim, por parte, assim fica mais fácil administrar qualquer coisa.




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UPDATE



Hace mucho, leí una frase que, en aquella época para mi autoestima destruida, en busca de explicaciones complicadas e intensas para lo que en realidad era tan sencillo cómo el hecho de respirar, empezó a hacer mucho sentido.

“Las personas te hacen daño sólo si así lo permites.”

En aquella época.

Hoy, más estructurada psíquicamente (por lo menos lo creo yo), pienso en todas las situaciones que, creyendo en la verdad absoluta que era la frase ésa, dejé pasar de listo. “Todo bien. Sin problemas”, decía siempre. Para mí, era una señal de madurez. 

Han sido muchas  las situaciones que, además del dolor y de la sensación de ser herida, del desprecio, de la falta de respecto de los demás hacia mí, de la ignorancia, también me sentía culpada por haberlo “permitido” que así lo hicieran.

Cosa idiota.

Las personas hacen daño unas a las otras porque son malas efectivamente. No tienen buenas intenciones. Son malas con ellas mismas y con las otras. Y la culpa no es nuestra. No era y no es mía.

La culpa es de ellas que no han sido sinceras con sus sentimientos. Por más fuerte y bello que fuesen. No han tenido responsabilidad. Personal y moral con ellas y con los otros. Que no han tenido valentía para asumir a si mismos y a los otros y de ser así han preferido el camino más fácil: “Sigo a partir de aquí solo. Ella(él) que se resuelva y empiece a lidiar con todo esto. Qué lo supere.”

Desde que me di cuenta de lo insano que es aceptar que la culpa es nuestra, las personas que pasan por mí y de una manera u otra me hacen algún tipo de daño, me decepcionan, no se van con la consciencia limpia escuchando de mi boca: “Todo bien. Sin problemas.”

Les contesto (de preferencia en llantos y todo lo que tengo derecho): “No está nada bien. Y tú, además de tu cobardía, habrá de lidiar con todo esto también.

¿Qué sucede después?

En general, lo mismo de siempre. Por lo menos en lo que se refiere a mí. Siempre supero, hago nuevas amistades, me olvido de todo lo que debe ser olvidado y ya está. Life goes on…

Lo mejor es que también no me siento culpada por lo que no hice. Divido la tristeza en partes iguales.


Y así, por partes, se queda más fácil administrar toda y cualquier cosa.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Deseo



Amiga: Que um anjo te dê um monte de coisas boas.

Eu: Se ele levar as ruins... já está bom.


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Amiga: Qué un ángel te traiga muchas cosas bonitas.

Yo: Si se me quita las malas... ya está bien. 

Feliz Día Internacional De Las Mujeres

GIRLS JUST WANNA HAVE FUN.




Post censurado pelo ECAD.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Desabafo




Sou uma pessoa simples - muito curiosa para as coisas, gosto muito de aprender coisas diferentes, viajar bastante, inclusive para fora do Brasil - mas, muito simples no que se refere à vida. 

Não tenho ambições de marcas. Uso e compro o que acho bonito e se for na loja do chinês ali na Avenida Paraná, melhor para o meu bolso.

Não sonho com carros ou casas enormes de espaço e vazias de felicidade.

Gosto de gente que sabe muito mais que eu para eu poder aprender com elas. Gosto de gente que sabe muito mais que eu, mas que sabe usar essa inteligência para ser simples e humilde também. 

Mas...

De todo meu coração... 

EU MORRO DE INVEJA de quem consegue fazer um bife cozido por fora e suculento por dentro.

Isso para mim é um dos significados de PERFEIÇÃO.


Sabe aqueles dias em que não conseguimos acreditar em nada?

Pois é.

domingo, 4 de março de 2012

Arrepender?!

Não. Obrigada!!