terça-feira, 22 de setembro de 2015

Menina! Você sumiu? // Menina! Você me procurou onde?



Domingo, 8h30 da manhã e eu na fila do Supermercado(Não. Não consigo dormir até mais tarde nem nos fins de semana. Sim, sou para casar) e atrás de mim estavam duas senhora. Uma delas aparentemente nervosíssima:


- Foi um absurdo, fulana! Meu tio – irmão da minha mãe – ficou internado dois meses e NIN-GUÉM da família dele ligou para a gente para nos avisar. Só quando chegou a noticia da morte dele é que ficamos sabendo também que ele ficou internado dois meses antes de morrer. Você acredita fulana?


Então pensei três coisas:


1º - É domingo pela manhã. Relaxa. 


2º - Ela não está falando com você. Relaxa.


3º - Onde ela estava estes dois meses que não ligou em nenhum momento para o tio ou prima ou qualquer membro da família que pudesse dar alguma notícia do falecido tio?  Por que tudo são as outras pessoas? Qual era a responsabilidade dela nesta história?





Paguei minhas compras e fui embora.




quinta-feira, 17 de setembro de 2015

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Tempo do Tempo

Ontem terminei de ler o livro Fazes-me Falta, da Inês Pedrosa. 

Definitivamente tenho que acreditar que há livros que a gente não gosta porque não é o momento certo para lê-lo.

Eu comecei a ler este livro em Maio deste ano. Mas, era um suplício sentir tanta melancolia nas frases dele(do livro). Começava a ler e logo o deixava de lado. Ia ler outra coisa.

Estes dias cinzas dentro de mim favoreceram o entendimento e compreensão do conteúdo dele.

Achei o livro intenso. E muito triste.







segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Muda vida. Mas, mude para melhor.





Não. Não é fácil não reclamar. Mas, prefiro ficar com essa parte para mim. 

Escrever ajuda bastante. 

Não tenho mais medo do Monstro da Página em Branco.  



Os dias têm sido bem difíceis. 

Terceira férias sem viajar. 

Cada dia vendo-o definhar. 

São muitas as questão que rondam a cabeça da gente. Nem sempre entramos em questão de religião. Mas, definitivamente sempre em cunho espiritual. 

Por que ele precisa passar por isso?

Por que nós precisamos passar por isso?

Até quando?

Uma pessoa disse que isso tudo pode estar acontecendo para um crescimento pessoal/humano que muitas outras pessoas gastam muitas vidas para aprender. 

O que sei (até agora) é que o sofrimento não é pouco.

Tentamos levar da maneira mais leve possível. Quando possível. 

Mas o cansaço/exaustão é visível em nossos rostos e alma. 

Um dia de cada vez.



Ilustração: Monica Crema
Fonte: Pinterest 


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Nunca te escrevi um poema



Nunca te escrevi um poema. 

Sei lá. Deve ser preguiça de buscar palavras que combinam entre si e com você para fazer a rima. 

Tem alguma coisa lógica nos poemas que não sei explicar. Tudo tão certinho. 

Você não é assim. Tão bem calculado.

Deve ser por isso que nunca te escrevi um poema. 



Não sou certa. Só me acerto nas palavras.






terça-feira, 8 de setembro de 2015

No fim do dia



Fim do dia, sentada na poltrona de retalhos na sala do seu apartamento, xícara de chá de capim cidreira na mão, olhava para o pôr do sol invernal que – como uma tela de Mirò – se pintava na sua janela.

Passava mentalmente seu dia, ainda que tudo o que aconteceu depois daquela ligação não passasse de sombras em sua cabeça.

Carlos lhe telefonou às dez horas da manhã convidando-a a almoçar. Falava com voz tranquila, muito diferente da última vez em que se viram, três dias atrás, quando discutiram muito. Uma das piores discussões em três anos de relacionamento.

Foi para o banho, tardou-se mais que o necessário, ela tinha consciência disso. Talvez quisesse que água lavasse também palavras ditas por ele, dias atrás.

Esmerou-se na roupa, na maquiagem e no sorriso nos lábios. O céu estava carregado, o dia nublado, cinza e queria que algo nela lembrasse alegria. Blusa amarela e saia rodada com estampa de girassol. 

Chovia muito quando saiu de casa. Pegou um táxi até o restaurante e chegou 10 minutos antes do horário combinado.  Pouco tempo depois chegou Carlos. Ele nunca se atrasa. Era uma coisa que ela admirava muito nele. A pontualidade.

Cumprimentaram-se com uma delicadeza e distância exagerada, como se cada um fosse uma bolha de sabão e qualquer toque ou movimentos bruscos poderia anular suas existência.

Sentados à mesa, o garçom se aproximou para anotar os pedidos.

Logo que se afastou Carlos começou a conversa:

- Você está muito bonita!

-              Obrigada! – Pensando que conseguiu disfarçar bem as olheiras de três dias de choro e tristeza.

Um brilho de esperança acendeu dentro dela.

- Não sei se antes do almoço é um bom momento para ter esta conversa. Na verdade, não sei se existe um “bom” momento para isso, mas por tudo o que vivemos, por tudo que passamos, precisava falar com você, preciso que saiba por mim e não pelos amigos: Conheci uma outra pessoa.

Momentos de silêncios se seguiram a estas palavras.

Luísa não respira – talvez por medo de doer mais - estava com uma mistura de sentimentos entre incrédula, raivosa e triste.

Escutava palavra por palavra que saía daquela boca que tantas vezes ela beijou e tentava se lembrar da época em que eram bem diferentes desta de agora.

Em pensamento, perguntou-se:

- Onde foi que me perdi?

Ainda escutava a Carlos tentar explicar o que não tinha explicação:

- Você precisa entender Luísa, a gente não manda no coração e a carne é fraca.

Ao ouvir isso, ela se levantou e foi embora. Sem uma palavra sequer. Sem olhar para trás. Não tinha o que dizer. Nada precisava ser dito.

Ela ensaiou gritar:

- Não. A carne não é fraca. É o caráter que é.

Mas, preferiu o silêncio. Havia compreendido há tempos uma pessoa que joga três anos de relacionamento no lixo e que tenta explicar uma traição dizendo que a carne é fraca, nunca entenderia o que  é “caráter”.

Seguiu para casa em silêncio. Já não chovia e se deu conta de que nem o céu e nem ela tinham mais água para verter.

Caminhou sem pressa e sem pressão.

Chegando ao edifício, subiu pelas escadas, degrau por degrau, contando-os na tentativa de pensar em qualquer coisa que não fosse o Carlos.

Abriu a porta de casa, ligou a televisão, jogou-se no sofá. Olhava para a televisão e não via nada. Deixava-se existir.

Passou o resto do dia assim.

Pouco a pouco voltava à consciência.

Percebeu que sua roupa lhe apertava e o sapato machucava seus pés. Seu corpo precisava de liberdade e despiu-se.

Olhou de novo para a televisão e passavam as notícias da cidade. A “moça do tempo” dizia que:

- As nuvens que haviam se instaurado na cidade há uma semana, amanhã nos dará uma trégua.

Levantou-se e foi até à cozinha fazer algo para beber.


Sentada na poltrona de retalhos na sala do seu apartamento, xícara de chá de capim cidreira na mão, olhava para o por do sol invernal que – como uma tela de Mirò – se pintava na sua janela e disse a si mesma:

- Amanhã haverá sol.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Criatividade é mato.



Vontade de escrever é muita. Proporcionalmente à preguiça.


Gente, participei do meu primeiro concurso literário. 


Plac.. plac.. plac... plac... 


Muito obrigada!


Como foi?


Não sei dizer ainda. O resultado não saiu. Mas vou mantendo-os informado. O conto ficou a coisa mais bonitinha do mundo. Sou suspeita para dizer, mas acho que ficou bonitinho mesmo. Depois que o resultado sair, vou publicá-lo aqui. Ele está a venda na Amazon. Mas, não vou colocar link para que vocês possam comprá-lo. Não. Não. Não mesmo. 


Sobre isso de escrever, ando em uma crise criativa muito grande. Quando falo em crise criativa não é a falta de, é muita coisa ao mesmo tempo que eu não estou sabendo lidar com tudo isso.  Meu celular está cheio de notas. Nem preciso falar nos inúmeros moleskine que tenho em casa, na bolsa, na sala, na bolsa de costura. Uma coisa louca. Não sei, realmente, o que fazer com tanta coisa. Mas, tenho um pressentimento de que um dia  isso vai me ajudar. Por isso eu guardo tudo.


Tem histórias de tudo quanto é tipo. Meu Deus! Como é que consegue inventar tanta coisa assim.


Vou entrar de férias em duas semanas. Acho que vou escrever um livro. 


Se a preguiça permitir.






Lacan

 "Você entendeu a teoria de Lacan: As fantasias precisam ser irrealistas porque no momento, no instante em que vocês tiverem o que proc...