quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Normalidades



O Natal esse ano foi um dos melhores que eu já passei. Viajei uma semana antes do Natal e não passei pelo stress da agitação destes dias. Comprei presente somente para quem realmente se importa com eles, ou seja, meu sobrinho Bruno de 2 anos e 10 meses. Ninguém mais. 

No almoço de Natal a única coisa de diferente era o peru porque a alegria e confusão eram as mesmas de um almoço comum de um domingo qualquer quando a família toda se reúne. Normal. Até o vinho fez o mesmo efeito das cervejas. 

Nem abraços direito teve, mas todos estavam lá. Como sempre estiveram. 

Normal.

A você

Beijos a você que não precisa trabalhar no dia de hoje. 

Sou sua fã.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal taí.

Bom, é Natal!

Solstício de verão(na verdade acho que deram permissão para o inferno subir à terra. 37º à noite não é normal.).

Então... Feliz tudo de bom para vocês!


O cerveja do dia inteiro já está fazendo efeito.


Beijos. Amo vocês.

Não. Amo nÃO.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

De passagem

A região da rodoviária de Belo Horizonte é cinza, triste como as despedidas indesejadas, tem cheiro de coisa vencida como muita coisa dentro da gente e tem jeito feio de gente com bulço suado. 

Ao redor tem muitas construções velhas abrigando putas e cafetões e cada um em seu canto ancorando dentro de 4 paredes tristezas, conformismo, luxúria, pobreza, falta de opção e pequenas esperanças de que a vida talvez, algum dia "pode" ser melhor que isso. Uma porta e pernas sempre abertas para o próximo que quiser se arriscar entrar.

Há mendigos implorando uma moeda ou cachaça. Há tempos desistiram de querer atenção ou um pouco de alma. 

Tem gente correndo com malas nas mãos e nas costas. Arrastando pelas mãos crianças que estão à beira de um ataque cardíaco pelo esforço de acompanhar os pais que estão atrasados e vão perder o ônibus. Feições tensas nos pais e de desespero nas crianças. "Mãe, quero um doce." "Não dá tempo filho." Alívio para quem chega de taxi e ainda há largueza no relógio para as eternas despedidas. "Vá com Deus!", "Ligue quando chegar.", "Mande um abraço para fulano."

Sorriso feliz de quem só veio olhar.



Afinal, tem muita vida ali.

Fica assim então




Eu escrevo quando estou triste ou alegre. Desapontada ou orgulhosa. Desesperada não. Só consigo chorar. Não que isso vá fazer diferença na minha vida, escrever ou não, ou na vida das outras poucas pessoas que passam por aqui. Transformar em letras meus sentimentos, embora sempre uma maneira meio purinha, sabe? Com um pouco de medo de insultar alguém ou arrumar confusão atoa.

Hoje tenho me notado um tanto quanto  alheia à certas coisas e pessoas. Um torpor digno de uma felicidade anunciada.

Fica assim, então.




terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Além mar




- Não pensei que esta notícia fosse te atingir tanto!!

- Extranho seria se eu não me importasse. Mas, tudo bem. Se é o que você quer, é o que tem de ser.



E uma vez mais ele se foi da vida dela.

"Sem tempestades de ais. Sem rios de pranto." 

E "se perguntares ao sepulcro a história do cadáver, ele guardará segredo. Dirá apenas que traz em seu seio um corpo que se corrompe e você lerá sobre a lousa um nome. Nada mais."

"E nem mesmo uma palavra será dita em nome deste amor."



Lacan

 "Você entendeu a teoria de Lacan: As fantasias precisam ser irrealistas porque no momento, no instante em que vocês tiverem o que proc...