segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Passado e Presente



Dizem que sou simpática. Deve ser porque quase nunca falo e escuto muito. 

É sério. Falo muito pouco. E sou tão crítica que, geralmente, as pessoas não gostam de perguntar as coisas – provavelmente com medo da resposta. Por isso falo menos ainda. 

Se serve de consolo – para mim e para os outros – já fui muito pior. 

Uma coisa que os últimos anos e a degeneração cerebral natural do meu pai e seus 91 anos estão me ensinando é a ter um pouco mais de paciência.

Acho que a responsabilidade dele antes de partir é essa, me ensinar a ter paciência. Se não nasci com isso, aprenda com a vida.


Poucos dias atrás, por causa do estresse normal de fim de ano, estava em casa, sentada na minha cama e estava pensando em tanta coisa que ao mesmo tempo não estava pensando em casa. Olhar longe, nem piscava e segurando a cabeça com as mãos. É... bem deprimente assim mesmo!

Ele passou, voltou e ficou parado na soleira da porta e me disse:

- A vida é "pra" gente viver. Não é "pra" gente pensar nela, Lila.





Saí e fui correr. Dos meus pensamentos e para a vida. 





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