terça-feira, 3 de junho de 2014



Sou uma pessoa muito chorona. Choro por qualquer coisa e por nada. Choro com propaganda bonita de sabão em pó. Choro com propaganda de margarina. Choro. 

Mas, choro com motivos também.


Ontem chorei. Com motivo. Chorei muito. Choro de desesperança que não sei bem se é o choro mais desesperado, mas é uma das lágrimas mais tristes que já saíram de mim. 

Chorei por não saber mais o que fazer. 

Chorei por falta de paciência. 

Chorei por não saber mais a quem procurar.

Chorei por ter criado tanta expectativa. 

Chorei pelo descaso. 

Chorei por me fazer forte por um ano.

Chorei por ter me enganado.

Chorei até por saber a “verdade”. 

Chorei. Chorei. Chorei. Chorei. 


 


(Se algum cantor de sertanejo universitário pegar este texto e fizer música, eu processo).



 Foto: Arquivo pessoal


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Das pessoas que fazem o dia da gente ser mais feliz

Outro dia, no caminho do trabalho, vi um lixeiro super alegre. Sorrindo, cantando e mexendo com os motoristas que paravam perto dele. De carro, de ônibus e de moto. Não importava. Mexia com todo mundo e sempre com um sorriso no rosto. 

Dias atrás entrei no ônibus e fui entregar o dinheiro para o cobrador. Estava super cansada, era à noite, meu dia havia sido uma porcaria. Ele não pegou o dinheiro da minha mão até que eu lhe disse "boa noite". Ele abriu um sorriso mais sincero do mundo e começou a falar:

- Agora sim. Ficou bom. Uma moça bonita igual a você... Não pode ficar com essa carinha triste. Tudo bem com você? Como foi seu dia?

Saí um dia para almoçar e vi um varredor de rua sentado no passeio de um prédio, debaixo de uma árvore. Ele estava lendo um livro de Álvares de Azevedo, Noites na Taverna.

Passando perto, vi que tinha mais uma pilha de livro ao lado dele e disse:

- Você gosta mesmo de ler!!

Ele respondeu:

- Tirei todos estes livros do lixo, moça. Você ficaria impressionada com o que esse povo rico tem coragem de jogar fora. Depois de ler, vou doar para a biblioteca da escola do meu filho.

Fiquei com muita vontade de dar um abraço nele. E no cobrador do ônibus. E no lixeiro alegre que mexia com os motoristas. 




Cada um dá o que tem. 

Para muitos ainda é a desculpa.



Tela: June Brandão


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Sin palabras

Difícil(o no) es en cuando lo que vivimos en un determinado momento de la vida nos castra las ganas de escribir. 

En mi caso, desde que empecé con el blog, no tuve la pretensión de hacerlo famosos y, tal vez, por este motivo nunca lo fue. Tan sólo unas pocas personas me siguen leyendo. 

Hubo momentos en que escribí por vanidad - por la certitiumbre que podía hacer mejor que los otros; otros, por desesperación; otros, por terapia - mi doctor dijo que tenía que "echar a fuera" lo que me pasaba, pero debía intentar no insultar a nadie (cosa que ni siempre he podido hacerlo); otros, por costumbre; otros, por necesidad y, por fin, otros momentos lo hizo por ganas.

Diferentes razones, con el mismo objetivo.  Escribir.

Desde hace poco tiempo ando muy liada con proyectos personales y "de familia".

Quisiera escribirles qué me pasa, pero no lo puedo. No aún. Creo que debo un poco de respecto (y por no entender bien cómo es esto) al facto de que cambié el papel de hija para lo de madre de mi papá. 

Algunas veces vendré a decirles sobre sus hazañas. Que son muchas, créenme. Algunas divertidísimas. Otras muy tristes. 

Igual a la vida.









"El caminar de la vida lo envuelve todo. Se caliente, se enfría, se contrae y luego se relaja, tranquiliza y luego desinquieta. Lo que espera de nosotros es VALENTIA."

Guimarães Rosa




segunda-feira, 5 de maio de 2014

Coisas minhas


De tudo que um serei
Do que me esqueci de ser
Pelo que não lhe disse
Mas,  que um dia direi

Com palavras, em pensamentos
Com o corpo e com a alma (se ainda existe uma)









Art: Woodside_by Pascal Campion 




terça-feira, 1 de abril de 2014

Relatividad



 Hay días en los cuales desistimos de ellos a la hora en que sencillamente despertamos.

Hay días que son insoportables. 

Hay días que no deberían existir, o se sí, que deberíamos tener el derecho de elegir si queremos vivirlo o no. 

Hay días que son hechos para otras personas. 

Hay días en que nos hace sentir fuera del tiempo y espacio que conocemos. 

Hay días que son tan grises, pero tan grises que aunque el sol reina en el cielo, sólo percibimos las sombras.

Hay días en que nada sucede y asimismo la nada es tan grande, tan, tan grande que es dueña de 24 horas de su vida. 
 
Hay días en que la cabeza pesa más que debería y tiende al que todavía no existe. 




"Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle"





Hay días en que desistimos de ellos. 

Hay días en que ellos desisten de nosotros. 






segunda-feira, 17 de março de 2014

Menina "arteira"

Resultado de dez dias de férias sem viajar:


- 3 Porta moedas;

- 2 Chaveiros  de Post-it;

- 1 Encadernação Artesanal;

- 5 Marcadores de páginas feitos reciclando CD;

- Pastéis de angu;

- 1 Broa de fubá;

- 5 Roscas caseiras;








- 2 Temporadas de House Of Cards;

- 4 Temporadas de How I Met Your Mom;

- 7 Filmes estrangeiros;






quinta-feira, 13 de março de 2014

Aprendendo com quem sabe




Segunda-feira fui na casa da vó para entregar uma coisa que a mãe pediu. 

Ela estava arrumando o guarda-roupa dela e me mostrou dois vestidos novos que havia ganhado de presente. Os dois do mesmo modelo, mesmo tamanho, com estampa floral, mas um com flores bem definidas, grandes e de cores forte e o outro com flores pequenas de cores tímidas. 

Ela disse com o maior pesar: Um ficou tão desvigorado perto do outro. 

Ficou sim, vó. 

E tem um monte de gente que também é assim, vó.

Lacan

 "Você entendeu a teoria de Lacan: As fantasias precisam ser irrealistas porque no momento, no instante em que vocês tiverem o que proc...