sábado, 4 de julho de 2015

Recado Dado

Sou do tempo de que quando a gente terminava o namoro, a gente ia para debaixo do chuveiro quente, sentava no chão e chorava. Ou, deitava na cama, cobrindo rosto com um travesseiro , ouvindo “Goodtimes” na BHFM e chorava. Ou saia com os amigos, tomava um porre e depois de uma semana assim, seu fígado te dizia que a dor no coração era nada.

Ontem, depois de quase uma semana, vendo um amigo publicar coisas pessoais da vida dele nas redes sociais, cheguei a algumas conclusões:

- Tudo o que nasce por interesse, não presta e não vinga;

- A gente nunca conhece uma pessoa realmente até ela(e) ter o coração ferido por um término de relacionamento;

- Não adianta querer filosofar sobre o mundo quando você não tem coragem suficiente para olhar dentro de si e dizer primeiro a você o que deveria escutar para se tornar uma pessoa melhor. Mesmo que você estude pra ca-ra-le-o, enquanto não sentar e colocar os pensamentos em ordem, o máximo que você vai conseguir colocando frases soltas (que fazem sentido somente para você, por falar nisso) é fazer com que as pessoas pensem que você está surtando;

- Ficar publicando fotos do tipo “olha como sou feliz” nas redes sociais quando todos seus amigos sabem que você está na bosta é o mesmo que assinar atestado de depressão;

- Desinstalar aplicativos de redes sociais do celular no caso de um “heartbreak”;

- Se o seu ex-namorado(a) está nem se fudendo para o que está acontecendo com você, imagina a gente.


Amigos se importam uns com os outros, sim. Mas, quando a gente percebe que esse comportamento é só (e exclusivamente) para chamar a atenção para o papel de vítima que você se colocou, para buscar uma fama a qualquer custo e não é nem um pouco sincero, isso não nos dá pena. Isso nos dá raiva. 


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