quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Basicamente o tempo

Ela já acordou atrasada. O sono era tanto que quando o despertador tocou no horário programado, ao invés de colocar em modo soneca, ela desligou o alarme. Resultado: Levantou na hora em que já deveria estar saindo de casa.



Levantou-se já com os batimentos cardíacos acima dos 100. Pensou: Vai ser um dia longo!



Ônibus lotado, congestionamento, buzinas altas, calor dos infernos, rádio ligada no melhor volume. Ai dia... acabe!! Mas, não faça o mesmo comigo.



Chega na empresa, telefone tocando, cliente gritando porque ainda não recebeu o produto que estava agendado para ser entregue no dia seguinte. Coitado! Se confundiu. Mas, a vontade é de dizer isto no mesmo tom de voz com que foi cobrada.



Meio da manhã ainda e é preciso fazer uma visita externa. Olhando a programação, se dá conta de que precisaria de mais duas dela para conseguir cumprir os trajetos. Respira fundo, entra no carro e “simbora” que a vida continua. Mesmo que ela tenha vontade ficar paradinha, sentada, tomando chá e vendo o tempo passar.



Assim foi o resto do dia dela. Correria, correria e mais correria. Não teve tempo nem de prestar atenção no que comia no almoço.



Chegou em casa tarde da noite. Jogada no sofá da sala, comendo a primeira coisa que viu na geladeira e que se podia esquentar.



Olhando sem ver a televisão ligada, repassou seu dia na cabeça e a única coisa que lembrava de maneira clara e com um sorriso tímido e sincero nos lábios foi o olhar do desconhecido que cruzou com o seu. Milésimos de segundo, mas suficiente para ser a coisa mais relevante do seu dia.





O tempo, definitivamente, é a importância que damos a ele.

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