segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Santa Maria

Como Ser Humano, não posso e não vou ficar indiferente ao que aconteceu em Santa Maria.

Já há vários anos, sempre me intriga estas tragédias em que um número enorme de pessoas acaba falecendo no mesmo lugar e da mesma maneira.

Sempre questionei se haveria um por quê. Fatores sociais onde há tantas vidas juntas também há uma probabilidade grande de haver grandes “coincidências”; fatores econômicos onde o lucro é maior que a prudência e a vida; fatores espirituais onde esse elo é rompido em cadeias, não um a um.

Acho que sempre questiono tudo e todos. Deus também está no páreo.

O “de repente” Dele foi feio.

Vejo as fotos, os vídeos, os que ficam com a ausência não consentida, com as lembranças de 18 a 26 anos vividos em companhia de alguém que se foi em meio à fumaça; Penso na falta de ar; Penso na insanidade de acordar pensando que seu filho, seu irmão, seu primo, estava rindo, dançando como milhões de jovens naquela noite e na verdade lhe faltava oxigênio para qualquer coisa; penso nesta faísca (humor negro divino) que é a vida; Penso no desespero de não poder dizer 232 últimos adeus.

A despedida foi feita para encerrar um ciclo.

Talvez por isso, nós brasileiros principalmente, ainda estamos com aquele sentimento de incredulidade, de continuação, de que aqueles meninos deitados nas calçadas que aparecem nos vídeos estão só dormindo ou desmaiados... de que está faltando alguma coisa nesta história...





Meus sentimentos e minhas orações para as famílias de todas estas vítimas. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Cuéntame.